
Stones
As pedras que utilizo em joias têm uma rica história e significado. A turquesa, conhecida por sua beleza única, é apreciada em diversas culturas ao redor do mundo. As opalas, com suas cores vibrantes, são verdadeiras obras-primas da natureza, enquanto as amolitas canadenses se destacam por sua raridade e charme. Cada uma dessas pedras traz consigo uma história fascinante que se entrelaça com a arte da joalheria.

Turquesas
Turquesa – Origem e Características
Origem
O nome vem do francês pierre turquoise (“pedra turquesa”). Apesar de muitas vezes se acreditar que tem origem turca, o que ocorreu foi que a pedra se espalhou pela Europa através do comércio via Turquia, daí o nome “pedra turca”.
As minas mais antigas ficam na Península do Sinai (Egito), datando de 3.000 a.C., e peças já foram encontradas no túmulo de Tutancâmon. Também é extraída no Irã, Ásia Central, China, Austrália, Américas Central e do Sul e no sudoeste dos EUA.
Composição
É um fosfato hidratado de cobre e alumínio: CuAl6(PO4)4(OH)8・4H2O.
Sua cor varia conforme os elementos presentes:
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Cobre: azul claro a azul intenso
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Ferro: verde-azulado a verde escuro
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Zinco: verde-maçã, esmeralda
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Alumínio: azul claro esbranquiçado
Formações especiais criam padrões na superfície chamados de matrix:
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Spider web (teia de aranha) – raro e muito valorizado
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Black/Red/Gold/Water Matrix – padrões conforme o minério base (host rock).
Dureza
Na escala Mohs: cerca de 5, sendo mais frágil que pedras como quartzo (7) ou safira (9).
É porosa, sem muito brilho natural, e pode manchar facilmente com óleos e sujeira.
Formas de mineração
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Nuggets (nódulos): pedaços grandes em massa.
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Veins (veios): linhas finas em rochas, mais frágeis e raros.
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Fóssil Turquesa: quando cobre substitui ossos ou marfim fossilizado.
Tratamentos
Apenas cerca de 10% da turquesa pode ser usada naturalmente.
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Estabilizada: resina ou cera preenche poros, aumenta dureza e realça cor.
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Reconstituída: pó de turquesa prensado.
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Imitação: vidro ou plástico.
A turquesa totalmente natural é raríssima e de altíssimo valor.
Cuidados
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Evitar contato com óleo, cosméticos, detergentes e água do mar.
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Limpar com pano seco e, se necessário, apenas água filtrada.
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Guardar longe da umidade, pois o material poroso absorve impurezas e oxida.
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Em joias, costuma-se usar serragem por baixo como amortecedor e regulador de umidade.
Opalas
Opala – Origem e Características
Origem
O nome vem do sânscrito upala (“pedra preciosa”) e do grego opallios (“mudança de cor”).
Foi usada desde a Antiguidade, sendo considerada pedra da esperança e do amor em Roma. Hoje, as jazidas mais conhecidas ficam na Austrália, que concentra mais de 90% da produção mundial, além de México, Brasil e Etiópia.
Composição
A opala é um dióxido de silício hidratado (SiOâ‚‚·nHâ‚‚O) com até 20% de água em sua estrutura.
Sua beleza vem do fenômeno chamado opalescência – um jogo de cores causado pela difração da luz em microesferas de sílica.
Variedades principais
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Opala nobre: com iridescência de cores vivas.
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Opala comum: sem reflexos, em tons suaves.
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Opala de fogo: laranja-avermelhada, translúcida.
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Opala negra: fundo escuro que intensifica as cores (muito rara e valiosa).
Dureza
Na escala Mohs: 5,5 a 6,5. É delicada, frágil e suscetível a rachaduras.
Cuidados
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Evitar mudanças bruscas de temperatura (pode rachar).
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Não expor a detergentes ou produtos químicos.
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Manter longe de ambientes secos: como contém água, pode perder brilho se desidratar.
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Limpar com pano macio e, se necessário, apenas água pura.


Ammolitas Canadeses
Ammolite Canadense – Origem e Características
Origem
A Ammolite é uma gema orgânica rara formada a partir dos fósseis de amonites (moluscos marinhos pré-históricos) que viveram há mais de 70 milhões de anos.
É encontrada quase exclusivamente nas Montanhas Rochosas do Canadá, principalmente em Alberta. Foi reconhecida como pedra preciosa oficialmente em 1981.
Composição
É composta principalmente de aragonita (mesmo mineral que forma madrepérola), misturada a restos fósseis e minerais secundários.
Seu brilho iridescente é resultado da microestrutura das camadas do fóssil, que refratam a luz em cores vibrantes – do vermelho ao azul, passando por verdes e dourados.
Cores e raridade
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Vermelho e verde: mais comuns.
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Azul e violeta: extremamente raros e mais valorizados.
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A intensidade e diversidade de cores determinam o valor da peça.
Dureza
Na escala Mohs: 3,5 a 4,5 – mais frágil que opala e turquesa.
Por isso, geralmente é estabilizada com resina transparente para maior durabilidade em joias.
Cuidados
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Evitar impactos e riscos, pois é macia.
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Não expor ao calor excessivo ou produtos químicos.
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Limpar com pano macio, seco ou levemente úmido.